O retrato observa o infinito, talvez o dedo mínimo
do fotógrafo. Na tela é idêntico o cenário incerto
ao lugar onde o olhar conduz as sombras. Elas estão
a um canto do retrato, naúfragas da geometria incerta
do espaço e a sua trajectória indica a claridade que
habita em distantes estrelas do telescópio. O retrato
observa o infinito, talvez o dedo mínimo oculte o corpo
de delito da história e a chave secreta aflore o cadáver
à velocidade da hora. Porque leve e mortal é o gesto
suspenso nos lábios sobre a única planície do retrato.
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sublime… gostei