Corpo de delito

 

O retrato observa o infinito, talvez o dedo mínimo

do fotógrafo. Na tela é idêntico o cenário incerto

ao lugar onde o olhar conduz as sombras. Elas estão

 

a um canto do retrato, naúfragas da geometria incerta

do espaço e a sua trajectória indica a claridade que

habita em distantes estrelas do telescópio. O retrato

 

observa o infinito, talvez o dedo mínimo oculte o corpo

de delito da história e a chave secreta aflore o cadáver

 

à velocidade da hora. Porque leve e mortal é o gesto

suspenso nos lábios sobre a única planície do retrato.

 

1 Comentário(s)

  1. sublime… gostei


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