A dança vem renascer a morte prematura
da terra e dionísio bebe o sémen no caule
efémero. Sobre os alicerces de água, a dança
vem soletrar os ventos a sustentar a oriente
o hemisfério de desdémona – a boca unida
ao carrasco é prenhe de mistério e o cálice
derrama a palavra cega do universo ao sabor
da arte da balança. A dança vem acender
o rumor das folhas em presença e lenta fere
o rio nas margens ao abrir à dor volátil os frutos
de maria e o ventre azul crescia a ouro e prata
sob o manto frio. Vem pela raíz e assim regressa
vertical a dança: quatro braços nus nas direcções
do espaço e o quinto oculto contempla a graça.
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Pura magia!