Nas imagens cavalgam as ideias, espigas decepadas pela
mão divina, um anátema colorido pelos sons de um carnaval
imperceptível e o silêncio é a palavra e essa palavra a ideia.
Jogo de cavalos sobre um estrado de cartolina, maior que
o infinito é a criança, tão grande como o sol e vai rolando
o vento das unhas em passagem e dessa boémia nasce
o equilíbrio do corpo sobre as listas do tigre de benguela.
Essa é a temível porta da matéria. O ouro dos olhos pontua
o diário com espaço para um trabalho de escolha: aberta é
a estrada se plantada sobre o frágil exercício da memória.
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Sem palavras porque “o silêncio é a palavra e essa palavra a ideia”. Um poema magnífico.