Jogo de cavalos

 

Nas imagens cavalgam as ideias, espigas decepadas pela

mão divina, um anátema colorido pelos sons de um carnaval

imperceptível e o silêncio é a palavra e essa palavra a ideia.

 

Jogo de cavalos sobre um estrado de cartolina, maior que

o infinito é a criança, tão grande como o sol e vai rolando

o vento das unhas em passagem e dessa boémia nasce

o equilíbrio do corpo sobre as listas do tigre de benguela.

 

Essa é a temível porta da matéria. O ouro dos olhos pontua

o diário com espaço para um trabalho de escolha: aberta é

a estrada se plantada sobre o frágil exercício da memória.

 

1 Comentário(s)

  1. Sem palavras porque “o silêncio é a palavra e essa palavra a ideia”. Um poema magnífico.


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