O Cântico da Casa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sob as narinas fumegantes da cidade, o tempo amortalhou

a silhueta no olhar – um espelho e calaram-se as gargantas

no segredo com pálpebras atreladas a um carro de vulcões

alados. O piano tocava a primeira valsa no atalho secreto

da palavra; é a ascensão e queda do dilúvio, o sol a meia

lua sobre a mesa, a rede dos barcos lançava a linha sobre

o gráfico da cara. Viajante no dorso das escalas, a casa

abraçava o teclado na infinitésima parte do recado, aposta

múltipla das águas, um manuscrito revelava que o segredo

 

era apenas o esboço labiríntico da cara. E o sol que entrava.

 

2 Comentários

  1. Querida poeta,
    Luiza,parabens pelo “Cântico da Casa”.
    O atalho secreto transmuta no conto hermetico…do poema!bjs

  2. Obrigada… querida poeta, querida amiga!
    Beijos


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